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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz 2011 e indicação de livro

Senhora e senhores,

Desejo a todos um FELIZ 2011 e gostaria de indicar o livro do Lobão "50 anos a mil" que acabei de ler em uma semana. Pois nele podemos perceber que ainda existe vida inteligente (mesmo que não tão correta) no planeta.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ingressos comprados.....que venham os Irlandeses!


MAPA DO LOCAL

A "NAVE" DE DIA



A "NAVE" A NOITE




POR DENTRO DA"NAVE"
OS IRLANDESES

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Missão cumprida!


Graças a Deus e ao nosso amigo Toninho deu tudo certo, agora só falta a recuperação.

Só temos a agradecer.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Winger - Hard Rock Café (RJ) 16/10/10


Depois de muito tempo voltei ao Hard Rock Café (RJ), pois Sábado, dia 16 de Outubro, a banda norte-americana Winger apresentou-se no Brasil.

A banda tentou começar às 19 horas, mas ainda nos primeiros acordes os amplificadores de baixo e de uma das guitarras simplesmente desligaram após um estrondo. O líder da banda Kip Winger e um dos produtores explicaram o que aconteceu, “problema técnico”.

O show foi todo no clima “entre amigos”, interação total entre os músicos e a platéia. Afinal é sempre bom assistir um show bem de perto e podendo interagir com os músicos a todo o momento, diversas vezes os músicos se aproximavam do público a ponto de encostarem nas guitarras.

O guitarrista Reb Beach (também guitarrista do Whitesnake) como sempre com sua boa técnica e performance de “guitar hero”.

A grande razão de eu ter ido ao show foi para assistir o ótimo baterista Rod Morgenstein (também baterista da banda Dixie Dregs ao lado do Steve Morse), acompanho sua carreira há muito tempo, desde a primeira vez que vi seu vídeo aula no início dos anos 90. Como de costume, fora sua atuação nas músicas serem impressionantes, seu solo acompanhando uma base pré-gravada foi de alto nível, com certeza Rod é um baterista “Line Up”.

O outro guitarrista John Roth mostrou que sua praia é mais voltada para o Blues, como todos puderam averiguar em seu solo principal no show.

O líder Kip Winger mostrou boa voz, competente baixista e pianista (principalmente cantando e tocando em “Miles Away”, o hit clássico da banda).

Nada como um bom show internacional no final de tarde de um sábado no Rio de Janeiro.

Set List:

Pull Me Under

Blind Revolution Mad

Easy Come, Easy Go

Stone Cold Killer

Rainbow in the Rose

Deal with the Devil

Down Incognito

Your Great Escape

You Are The Saint, I am The Sinner

Headed for a Heartbreak

Can´t Get Enough

Seventeen

Bis:

Miles Away

Madalaine

Helter Skelter (clássico dos Beatles)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Rush na Praça da Apoteose - 10/10/2010


Assistir ao show do Rush deveria ser “matéria obrigatória” para a formação de um bom baterista. Eu cumpri esta matéria um pouco tarde, 30 anos depois que comecei a tocar bateria.

Assistir ao Neal Peart é uma experiência única, toda sua performance, seus grooves ímpares, modificações constantes dos compassos e dinâmicas soam como se fosse à coisa mais fácil do mundo de se executar na bateria, mediante a facilidade com que este baterista fenomenal pilota sua nave espacial (o set de bateria o rodeia por completo e ainda gira sobre o próprio eixo em seu solo).

O show começa com um vídeo mostrando a veia cômica dos membros da banda, mas com um toque de humor, digamos, refinado, quase britânico e muito bem produzido com efeitos especiais.

O show do Rush nesta turnê denominada de “Time Machine” (foram 3 hrs de show - com destaque para a execução na íntegra, e na ordem das faixas, do disco "Moving Pictures" – 1980) é uma bênção para todos os fãs, desde os aficionados pela banda, como também por aqueles que curtem as mais famosas músicas da banda, pois tocaram seus hits (primeira parte do show) e ainda por cima músicas que nunca executaram ao vivo como parte das músicas do disco “Moving Pictures” (segunda parte do show). Tudo isso intercalado por um solo de bateria do mestre Peart com direito a bateria acústica, bateria eletrônica, vídeos sincronizados no telão com a pré-gravação que ele estava tocando em cima.

A banda é excepcional no palco:

Geddy Lee: Toca baixo, canta, toca teclado e algumas vezes faz estas três coisas ao mesmo tempo. Fora ser o RP da banda no palco;

Alex Lifeson: Responsável pelas guitarras, violões, violão de 12 cordas e um quase bandolim, fora os backs;

Neil Peart: É o mestre da bateria de todos no seguimento progressivo. Ainda por cima, é o letrista da maioria das músicas do Rush.

O show foi encerrado com mais um vídeo engraçado de dois fãs do Rush, que conseguem invadir o camarim da banda com credenciais falsas e conhecem seus fãs com diálogos engraçadíssimos.

A Praça da Apoteose ficou pequena para a grandiosidade do Rush e suas músicas, retocadas por uma iluminação moderna/móvel de acordo com cada música executada, acompanhadas por projeções nos telões de vídeos específicos para cada música intercalados com imagens dos integrantes ao vivo.

Set List:

Parte 1
1. The Spirit of Radio
2. Time Stand Still
3. Presto
4. Stick It Out
5. Workin' Them Angels
6. Leave That Thing Alone
7. Faithless
8. BU2B
9. Freewill
10. Marathon
11. Subdivisions

Parte 2
12. Tom Sawyer
13. Red Barchetta
14. YYZ
15. Limelight
16. The Camera Eye
17. Witch Hunt
18. Vital Signs
19. Caravan
20. Love 4 Sale (Solo Neil Peart)
21. Closer to the Heart
22. 2112 Overture/Temples of Syrinx
23. Far Cry


Bis
24. La Villa Strangiato
25. Working Man

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dave Matthews Band 08/10/2010 - HSBC Arena no RJ



Este foi o terceiro show que assisti da Dave Matthews Band (DMB), os outros dois foram no Freejazz e no Rock In Rio III, só perdi o de 2008. Neste show no HSBC Arena no RJ, para esquentar o público a ótima banda O Teatro Mágico abriu os shows na Turnê Sul-americana, inclusive o próprio Dave Matthews teve um gesto bem bacana de humildade, ao subir no palco para anunciar o show de abertura do Teatro Mágico.

O Teatro Mágico (TM) é um grupo musical, formado em São Paulo, criado por Fernando Anitelli. O TM é um projeto que reúne elementos do circo, do teatro, da poesia, da música, da literatura, da política e do cancioneiro popular tornando possível a junção de diferentes segmentos artísticos numa mesma apresentação. O show de abertura foi muito bom, músicos competentes, malabaristas, trapezistas, efeitos especiais, palhaços, equilibristas aliados a uma música de altíssima qualidade e letras “cabeças”, como são as da DMB também!


Sobre o show da DMB, sem comentários sobre o talento de cada um, primor de talentos juntos, destaque para o baterista Carter Beauford com sua técnica e bom gosto em sua performance.

O clima do show foi de uma grande JAM entre os músicos, com introduções das músicas estendidas e solos enormes, sempre com a interação dos demais músicos nos solos de cada um. Tornando assim o show “difícil” de ser assimilado, parecia que os caras estavam tocando especificamente para músicos, por isso adorei mais ainda. Foram poucas as músicas digamos “mais pop” deles como “Ants Marching” e “Crash Into Me”, desta maneira, quem não era musicista ou estava assistindo o primeiro show da DMB pode ter sentido dificuldade de assimilar o som da banda.


Destaque para as participações especiais dos músicos Brasileiros: Carlos Malta na flauta e Gabriel Rossi na gaita.

Sobre o HSBC Arena (RJ), acho um quase-ótimo local para shows, por ter bom estacionamento, local amplo, bom palco, boas opções de locais para se assistir ao show. Para quem não quer ir de pista VIP indico a “cadeira nível 1” que a meu ver possui melhor visibilidade que a pista Premium, por ser na mesma distância do palco – só que na diagonal – e sem nenhuma cabeça na sua frente e sem apertos, só é ruim a qualidade da cadeira que não é confortável e para shows longos que foi o caso deste, dói muito a coluna.


A única crítica aqui é a demora para o início dos shows. Penso que isso é um desrespeito com o público. Só aqui no Brasil que ocorre isso, no exterior as bandas começam os shows no horário e os shows começam mais cedo, tipo 20h. Aqui o show principal começou quase meia-noite.

Set list do show:


Seek Up
Pig
Shake Me Like a Monkey
Lying In The Hands of God
Funny The Way It Is
Pantala Naga Pampa >>
Grey Street
#41 +
So Right
Seven
Dancing Nancies
Crush
Lie In Our Graves >>
Bartender ~
Why I Am
Crash Into Me
Ants Marching
-------------
Some Devil *
You & Me
Rapunzel

* Dave solo
+ Participação especial de Carlos Malta na flauta e Gabriel Rossi na gaita
~ Participação especial de Carlos Malta na flauta



sexta-feira, 15 de outubro de 2010

SHOW BON JOVI SÃO PAULO 06/10/2010

Boa noite senhoras e senhores,

Escreverei sobre a saga “quase-tranqüila” que foi ir ao show do Bon Jovi (BJ) em São Paulo (Morumbi) no dia 06 de outubro de 2010:

Tudo começou há meses quando soubemos que o BJ viria ao Brasil, logo no primeiro dia de venda na Internet compramos os ingressos e em seguida, as passagens de avião e reserva no Íbis Congonhas, isso antes de anunciarem que o BJ tocaria no RJ também. O que no final foi bom, pois posteriormente marcaram o show do BJ no RJ na mesma data do show do Dave Matthews Band no RJ (este que também já tínhamos comprado ingresso).

A viagem:

Chegamos no Santos Dumont às 14hs para embarcarmos no vôo da GOL das 15:10h, por sorte entramos na sala de embarque logo que chagamos, pois quando estávamos na sala de embarque por volta das 14:20h, ficamos sabendo (mas sem nenhum aviso da GOL) que nosso vôo das 15:10h tinha sido cancelado por um problema técnico na porta do avião. A “adorável mocinha” da GOL nos informou que faria o favor de nos incluir no vôo das 14:40h, pois já tínhamos entrado na sala de embarque. Ou seja, só por isso, caso não tivéssemos entrado cedo na sl de embarque, chegaríamos tarde em SP. Enfim, o vôo foi tranqüilo e chegamos mais cedo do que prevíamos em SP.

O hotel:

O sempre bom e previsível Íbis.....sem surpresas e muito prático e objetivo. Para este tipo de viagem é o hotel perfeito.

A ida para o Morumbi e o local do show:

Pegamos um taxi com um senhor falante e cheio de conselhos...rs. Passamos no Hotel Trip para pegarmos um casal de amigos que também iriam ao show (eles já assistiram mais de 10 shows do BJ) e levamos quase uma hora e meia até o estádio do Morumbi, devido ao maravilhoso trânsito da cidade de São Paulo.

A entrada ao estádio foi muito tranqüila, tudo muito organizado e pessoas muito bem treinadas. Tinha pequenos lugares que vendiam comidas sem fila e banheiros limpos e grandes, sem filas.

Compramos ingressos para o setor “Cadeira Especial Premmium”, lugar bom para ver o show, cadeira confortável e coberto. Muito boa aquisição para quem não queria ficar em pé na pista ou na pista VIP muito apertado, afinal o local quase lotou (foram 65 mil pessoas).

O show:

Em relação ao show de abertura da banda gaúcha Fresno, vou me dar ao direito de não comentar, afinal nem vale o esforço da digitação no teclado deste notebook.

O show começou por volta das 21:30h e durou 3 horas recheado de hits e algumas músicas do disco novo THE CIRCLE. O show foi incrível, muito bom, só o áudio que oscilava às vezes ficando um pouco velado.

Escuto BJ desde o segundo CD deles, mais ou menos desde 1985, a banda mudou bastante seu som no decorrer de sua carreira, nesta época a banda era mais rock and roll e com as mudanças a banda ficou bem mais pop e como carro chefe investiu nas baladas, quem não lembra das baladas clássicas do BJ como “Never Say Goodbye”?

Começaram os trabalhos com uma música que aqui no Brasil nem é tão conhecida, Blood on Blood, mas logo tocaram o clássico tocado exaustivamente no Brasil: You Give Love a Bad Name, essa cantada por todos os presentes no estádio. E assim foi no decorrer no set list (listado no final deste post).

Uma coisa impressionante e ensurdecedora eram as mulheres, de todas as idades, gritando estericamente no decorrer de todo o show, bastava uma frase, dancinha ou até mesmo um close do Jon Bon Jovi no telão que todas enlouqueciam. Incrível que pessoas paguem um ingresso para assistir a uma banda e só ficarem berrando ao invés de escutarem a música, curtirem as nuances das músicas, etc. Não, preferem ficar berrando “por uma imagem” do que apreciar a música.

Lembram-se que os Beatles pararam de fazer show pela razão que nos shows deles as mulheres berravam tanto que o barulho da gritaria era mais alto que as caixas de som e muitas vezes a banda parava a música no meio porque nem mesmo eles conseguiam escutar o que estavam tocando? Hoje em dia isso só não acontece por que a tecnologia melhorou muito as aparelhagens de som.

Sobre o preconceito que muitos possuem ao falar sobre homem gostar do som do BJ, afinal aqui no trabalho quando souberam que eu iria ao show foi uma gozação só. Mas a verdade é que os caras fazem um som muito bom, executam muito bem cada um sua função na banda e os dois músicos de apoio (Hugh Mcdonald-baixista e 2º guitarrista) são side-mans competentíssimos. Curto a banda pelo som, o Jon Bon Jovi canta muito bem, tem o domínio da platéia o tempo todo, o guitarrista Richie Sambora como sempre muito competente tanto na guitarra quanto nos vocais (até cantou como lead vocals a canção Lay Your Hands on Me), o tecladista David Bryan (com seu cabelo miojo) comanda toda a parte de programações, timbragens e um dos mais talentosos da banda e por fim o baterista Tico Torres, que sinceramente sempre achei o mais fraco da banda, mas até que gostei mais dele tocando ao vivo do que das vezes que o vi em víd eos de shows.

O show no todo é digno de um dos melhores do mundo da cena pop/rock, hits que não acabam mais, explosões, fogos, lasers, telões de LED com uma nitidez absurda sincronizados com cada música tocada, músicos competentes, interação com a platéia que poucas bandas possuem e uma das poucas bandas que ainda lotam sozinha um estádio de futebol tocando rock and roll.

Após a última música do BIS “Livin' On a Prayer”, Jon despediu-se, mas a platéia estava tão animada que começou a fazer uma festa cantando, berrando, fazendo um barulho imenso que fez com que Jon ficasse encantado com o público paralisado, estático, observando a reação da platéia. Chamou sua banda para juntar-se a ele para decidirem qual seria a música saideira, e em seguida tocou a última da noite: Bed of roses.


Obs: Gostaria de agradecer ao estilo aventureiro de viagem, bom gosto musical e a disposição da Sra. D.

Setlist :

1.Blood on Blood
2.We Weren't Born to Follow
3.You Give Love A Bad Name
4.Born To Be My Baby
5.Lost Highway
6.Superman Tonight
7.In These Arms
8.Captain Crash & The Beauty Queen From Mars
9.When We Were Beautiful
10.Runaway
11.We Got It Going On
12.It's My Life
13.Bad Medicine
14.Lay Your Hands on Me
15.Always
16.Blaze of Glory
17.I'll Be There For You
18.Have a Nice Day
19.I'll Sleep When I'm Dead
20.Work for the Working Man
21.Who Says You Can't Go Home
22.Keep The Faith

Bis

23.These Days

24.Wanted Dead Or Alive
25.Someday I'll Be Saturday Night
26.Living On a Prayer
27.Bed of Roses

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Show Peter Frampton (HSBC Arena, Rio de Janeiro, 11/09/10)


O postagem de hoje sobre o show do Peter Frampton é muito especial para mim, pois foi este artista que despertou meu interesse para a música quando eu tinha 11 anos. Contarei uma breve história para entenderem melhor e verem o quanto “o acaso” é importante para a vida da gente em alguns momentos.


No meu aniversário de 11 anos eu pedi de presente aos meus pais uma BMX (bicicleta de cross), muito em evidência na época para os garotos que adoravam se arrebentar correndo de bicicleta pelas ruas e montanhas de terra em Piratininga - Niterói. No que meu pai me disse o seguinte: “Não te darei a bicicleta de cross, pois você vive danificando a sua nas trilhas que faz, vou te dar um presente mais maduro!”


Então no dia do meu aniversário meus pais me presentearam com uma caixa grande de papelão, quando vi a caixa por um momento quando vi a caixa até pensei que fosse a BMX desmontada, mas quando abri o presente, eis que vi um aparelho de som Gradiente Modelo 3 em 1 (tocador de vinil, rádio e fita cassete), fiquei muito surpreso pelo presente, pois até o momento o máximo de proximidade que tinha tido com música foi batucando os instrumentos de escola de samba que minhas primas tocavam.


Desde então passei a escutar rádio no meu quarto e me interessar pelos primeiros programas de vídeo clips da TV (alguém se lembra do programa Vídeo Clip da TV Manchete?), daí eu ligava meu “3 em 1” por dois cabos RCAs na TV e gravava o áudio do que passava na TV dos vídeos que eu gostava. E na época assisti ao vídeo clip da música “Breaking All The Rules” (com imagens de shows) de um guitarrista de rock chamado Peter Frampton e adorei. Daí comprei um disco de vinil das músicas das propagandas de cigarro da Hollywood (que tinha bandas como: Survive, Journey, Ásia, Kansas e claro Peter Frampton) e nunca mais parei...discos, CDs, DVDs, bateria, shows, turnês, bandas, cantore(a)s, TV, Rádios, etc. Provavelmente se tivesse ganhado a BMX, jamais teria me interessado tanto assim por música....bem, jamais saberei!

Quando soube que o Frampton vinha tocar no Brasil este ano, não pensei duas vezes e comprei camarotes para assistir ao show que esperei 27 anos para assistir.

O show foi no HSBC Arena, no Rio de Janeiro no dia 11 de setembro de 2010, local bom para shows, bom espaço, bom palco, bom estacionamento, mas a produção local (promoters, garçons, restaurantes), inclusive o serviço para os camarotes, são precários, ninguém se entende, ficam falando no rádio uns com os outros “dando cabeçadas” e proporcionando um serviço de extrema má qualidade.

Sobre o show, foi bárbaro, a postura de Frampton no palco foge dos shows “pacotes prontos para consumo” das bandas de hoje em dia, me senti nos anos 70, onde as bandas e artistas tocavam pela música e não somente pelo produto “música de trabalho”. Visto que Peter tocou sucessos (que não são poucos), tocou músicas instrumentais (3 seguidas do CD "Fingerprints" (2006)), fez introduções estendidas das músicas, tocou músicas de seu último CD, desconhecidas do público mais leigo e sempre com solos de guitarra enormes, ou seja, um show para guitarristas e amantes da boa música, da música bem tocada, da música pela música, não sendo primordial que as músicas sejam Hits! Tomara que essa moda pegue, pois não agüento mais “shows empacotados para venda”.


O que me chamou muita atenção foi o ver o “prazer” explícito no rosto do Peter Frampton no palco. Isso sempre me interessou ao perceber a qualidade de suas músicas e a energia sincera das suas interpretações.


Muito bacana ver de perto ele executando sua marca registrada o talk-box (um tubo ligado ao pedal de guitarra) que faz sua guitarra distorcer sua voz aliada ao som de guitarra.


O show começou com a música “From Day Creep”, de sua antiga banda o Humble Pie. Impressionante como a voz do Peter Frampton não mudou nada dos anos 70 até os dias atuais, e na guitarra sua técnica continua o colocando no hall dos guitarristas tops do mundo, não é a toa que Steve Morse e Steve Vai confessam ter Frampton como grande inspiração para os dois.


A banda [Rob Arthur, teclados, guitarra, vocais; Regan, baixo (este da época do “Frampton Comes Alive”); Adam Lester, guitarras e Dan Wojciechowski, bateria] está entrosadíssima com as canções e coesa na execução das músicas, e Peter dá espaço no show para cada um da banda mostrar seu talento.

Mas como tudo não poderia ser totalmente perfeito, tinha uns imbecis gritando o tempo todo: “toca BREAK THE RRULES”, e no BIS, Frampton como bom/educado inglês, rendeu-se ao gritos imbecis e tocou “Breaking All The Rules”, embora tenha sido nítido a má vontade de executar esta música no show, tanto que ao final desta, saiu do palco mal se despedindo e deixando de tocar “Wilde my Guitar Gently Weeps”, música que tocou no BIS de todos os outros shows que fez no Brasil, menos no Rio de Janeiro.


Obs: imbecis como este cara que ficou gritando “toca BREAK THE RRULES”, ao invés de irem para show ficar berrando, deveriam ficar em casa escutando seus CDs com “BREAK THE RRULES” da vida. Afinal, o Lobão que está certo, pois quando fui ao último show dele no Circo Voador lançando seu disco novo, tinha um imbecil destes gritando “toca Vida Bandida”, daí que chegou uma hora que o Lobão não agüentou mais e disse: “Olha rapaz deixa de viver no passado, se que mesmo ouvir estas músicas, coloca o disquinho na vitrolinha e sai dançando, mas não vem no show encher o saco do artista que quer divulgar seu trabalho novo!” Adorei esta colocação do Lobão! Até quando irá existir o grupo de imbecis que sempre berram: “Toca Raul!!!!!!!” ???????????

Set List :

- Four Day Creep
- It’s a Plain Shame
- Show me the Way
- Lines on my Face
- Restraint
- Float
- Boot it up
- Double Nickels
- I Wanna Go to the Sun
- Off The Hook
- All I wanna be
- Vaudeville Nanna and the Banjolele
- Black Hole Sun (do álbum “Fingerprints”)
- Nassau / Baby, I love your way
- (I’ll give you) Money
- Do You Feel Like We Do

Bis:
- Breaking All the Rules

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Na estrada pelos EUA


Como prometi, aqui estou eu postando de novo, tentando atualizar os diversos eventos que fui ultimamente, afinal o próximo mês promete com os shows que estão por vir (Bon Jovi, Dave Mattews Band, Rush, Jeff Beck...).


Nessas férias fomos para os EUA (São Francisco na Califórnia e Las Vegas em Nevada), costa oeste dos Estados Unidos. Distância que nos renderam 15 horas de vôo, que ao todo foram 24h do Rio de Janeiro a São Francisco. Conselho: Viagem de primeira classe/executiva, vale à pena!


Antes de começar gostaria de deixar um GRANDE conselho para quem gosta de shows: Planejem bem sua viagem antecipadamente em relação a datas de shows nas cidades que visitará, pois fizemos São Francisco e depois Las Vegas, e por ter feito a viagem nesta ordem, simplesmente se tivéssemos invertido a ordem, não teríamos perdido os shows: ZZ TOP, Billy Idol, Led Zepagain, Dave Mattews Band e John Mayer.....viram o drama né?!


Bem, vamos então para a resenha da aventura americana....”Are you ready?”


Chegamos a São Francisco sem show/evento algum agendado previamente, mas nossa primeira experiência na cidade foi entrar na Macy´s para a esposa enlouquecer, quando resolvemos parar para tomar um café numa cafeteria no andar mais alto da Macy´s, quando entramos a música ambiente que estava rolando era nada mais que TOWER OF POWER, e em seguida o bom e velho Jazz tradicional, muito bom isso! Ou seja longe dos pagodes, funks, axés e músicas pasteurizadas que tocam nas rádios brasileiras. E isso se repetiu diariamente nos locais de cafés da manhã e jantares em São Francisco.


Gostaria de indicar e destacar dois lugares em S.F. imperdíveis:


Em nossa segunda noite em São Francisco jantamos no Les Joulins Jazz Bistro, San Francisco assistimos a um autêntico show de jazz Californiano. Boa comida, vinho californiano ótimo e com um preço justo, e o mais divertido: não tem couvert, o saxofonista que de hora em hora passa literalmente o chapéu pelas mesas, contribui quem quer e quanto quer.


Outro local maravilhoso e perdição para quem curte comprar CD e DVD é o Rasputin Music, é um prédio de 5 andares exclusivamente vendendo CD, DVD e Blue Ray, é simplesmente uma loucura, encontra-se de tudo. Cada andar é de um estilo/especificação e tem elevador para todos os andares: Primeiro andar (térreo) – lançamentos e boxs, Segundo andar – Camisetas, bonés, cintos, etc. de bandas e artistas, Terceiro andar – Filmes e seriados, Quarto andar – Country, Rock e Heavy Metal, Quinto andar – Jazz, Blues e Soul Music. Destaque para o rapaz que conduz o elevador escutando som pelo seu celular com o áudio numas caixinhas falantes nas alturas.


obs: Não deixem de andar de bicicleta e cruzar pedalando pela Golden Gate indo até Salsalito.


Depois de 4 dias “Californiando” voamos para Las Vegas (Sin City – o apelido lhe cai muito bem!). Las Vegas é uma cidade no meio do nada, deserto por toda a parte. Quando se está chegando de avião, de cima vê-se deserto e montanhas avermelhadas/alaranjadas com temperaturas de 45ºC o dia todo, e no meio disso tudo aparece do nada um “oásis”: Las Vegas! A cidade não dorme nunca (único lugar nos EUA que se pode beber em qualquer lugar bebidas alcoólicas), cassinos, hotéis, shoppings, atrações grandiosas, por sinal, tudo em Las Vegas é grandioso/exagerado, hotéis temáticos, vulcão artificial, réplicas da Torre Eiffel, Estátua da Liberdade, Empire States, Canal de Veneza, Arco do Triunfo. Um hotel em forma de pirâmide negra com 5 mil quartos, outro em forma de castelo medieval e por aí vai.


Vamos aos shows/espetáculos:


Fomos primeiro ao show do ilusionista Criss Angel, em seu novo show do Cirque du Soleil, intitulado "Believe", apresentado no Luxor Hotel, em Las Vegas. Tendo assinado um contrato de 10 anos, o show é um dos poucos do Cirque de Soleil que são fixos, ou seja, infelizmente, "Believe" não fará turnês. Criss é um mágico/ilusionista, ator e músico, é sem sombra de dúvidas o mágico que mais domina a Internet, sendo que seus vídeos de apresentações no Youtube são 10 vezes mais vistos que os de David Copperfield e 5 vezes mais vistos que os de David Blaine. O espetáculo foi incrível, imperdível!


Nosso segundo espetáculo foi o “O” espetáculo do Cirque du Soleil. Ele é apresentado no Hotel Bellagio. É o primeiro espetáculo aquático do Cirque, e apresenta encenações subaquáticas, tais como nado sincronizado, bem como outras performances no picadeiro. O nome “O” é falado do mesmo jeito que a palavra francesa eau, que significa água. Destaque também para a banda ao vivo que faz a trilha para o espetáculo, é impressionante a sincronização, dinâmica e qualidade sonora, literalmente parece que você está ouvindo um CD.


Nosso terceiro e último espetáculo foi o show do Ilusionista David Copperfield , para este show nós compramos os tíquetes na última hora, mas valeu e muito, afinal acabei participando da última mágica da noite, fazendo parte de um grupo de 8 pessoas que ele nos fez desaparecer na frente de toda platéia e o mias bacana foi conhecer os bastidores e ter tido a oportunidade de conversar uns minutos com o próprio David. O show dele também é impressionante, mas vai na linha mais tradicional, enquanto o Criss Angel é inovador e moderno a todo momento. Mas é uma grande pedida para quem curte ilusionismos, afinal ele fez aparecer um carro no palco do nada e meteu o corpo numa hélice rodando a mil por hora, virou fumaça e apareceu no meio da platéia.


Viram, como disse anteriormente, não conseguimos assistir a nenhum show de rock nos EUA, por isso digo comprem seus ingressos com antecedência (muitos espetáculos nos EUA os ingressos esgotam meses antes da data do show), o máximo que conseguimos foi assistir 5 minutos de uma banda que estava tocando no House of Blues dentro do Hotel Mandalay Bay.


O post de hoje é dedicado a minha mãe que tanto amo, por ser a mulher incrível que é e pelo aniversário dela hoje. Parabéns Mami, felicidades e saúde! Beijos